O vice-governador e presidente estadual do MDB, Daniel Vilela, sinalizou que estará ao lado de Ana Paula Rezende caso ela decida disputar a segunda vaga ao Senado por Goiás em 2026. A declaração surge após a filha de Iris Rezende, hoje presidente do Instituto que leva o nome do ex-governador, afirmar em entrevista à Tribuna do Planalto que não descarta entrar na corrida eleitoral. Atualmente dedicada à construção do Memorial Iris Rezende, espaço destinado a preservar o legado do maior líder político da história goiana, Ana Paula mantém cautela quanto à disputa, mas sua fala reacendeu expectativas dentro e fora do MDB.
Em entrevista durante encontro com a imprensa goiana, Daniel classificou Ana Paula como “irmã política” e ressaltou que vê nela um quadro qualificado, com autoridade moral para representar a memória de Iris e contribuir com o futuro do Estado. Para o vice-governador, trata-se de uma liderança em ascensão, que preserva princípios históricos do MDB enquanto transita com naturalidade entre novas agendas e públicos. O apoio explícito de Daniel não apenas reforça sua confiança pessoal na advogada, mas também sinaliza coesão interna em um momento estratégico para o partido.
Ao destacar que foi o principal incentivador para que Ana Paula aceitasse disputar a prefeitura de Goiânia em 2024 – candidatura que não se concretizou -, Daniel relembra que essa parceria não é circunstancial, mas construída em decisões concretas e em afinidade política. O vice-governador lembrou ainda que, se a intenção dela for de fato consolidar uma candidatura ao Senado, sua posição será de apoio integral — como sempre foi. Esse gesto dá ao MDB uma alternativa consistente diante do cenário sucessório que se aproxima.
No campo político, a possibilidade de Ana Paula disputar o Senado adiciona densidade ao tabuleiro de 2026. Ela carrega símbolo, nome e memória, ativos que, em Goiás, ainda têm peso inegável. O apoio público de Daniel não apenas consolida seu espaço dentro do MDB, como também coloca o partido em posição de protagonismo na definição da segunda vaga. Se Ana Paula quiser, a estrada está aberta — e o vice-governador já se coloca no banco do copiloto.