Em meio às movimentações práticas para mitigar os efeitos do tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump contra produtos brasileiros — com início previsto para 1º de agosto —, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), tem se desdobrado para defender os interesses econômicos do estado e do país, ao passo que, no plano político, reforça seu alinhamento com a base bolsonarista ao criticar abertamente as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Caiado afirmou que o Supremo Tribunal Federal “erra ao cometer excessos” e declarou esperar que tais decisões sejam “corrigidas pela própria corte”. Segundo ele, o papel do STF é julgar, e não vingar.
Em sua crítica, Caiado buscou amparo na Constituição, defendendo a preservação dos direitos individuais assegurados pela Carta Magna — um discurso que mira o eleitorado conservador, mas também se coloca como defesa institucional do devido processo legal.
Com Bolsonaro inelegível até 2030 por decisão do TSE, o governador goiano atua para se consolidar como alternativa da direita à sucessão presidencial de 2026.
Governador mantém discurso legalista e de estabilidade
Ronaldo Caiado já declarou que será candidato ao Planalto independentemente dos nomes que entrem na disputa, mas mantém a esperança de que terá o apoio do ex-presidente, a quem evita confrontar diretamente.
Ao criticar o STF, Caiado busca, assim, manter-se no radar da base bolsonarista sem romper com as instituições — uma tentativa de ocupar o espaço da direita com viés legalista e discurso de estabilidade.