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Política

Candidatura esvaziada e risco máximo: a encruzilhada de Marconi Perillo

O especialista em análise de cenários e projetos políticos Marcos Marinho chama atenção para fatores estruturais que agravam o isolamento de Marconi Perillo. A iminente saída do Cidadania da federação com o PSDB enfraquece a legenda nacionalmente e em Goiás, enquanto a provável consolidação da aliança entre a base governista de Caiado e o PL de Wilder Morais ergue um bloco poderoso, difícil de ser enfrentado

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Ex-governador Marconi Perillo é pré-candidato ao governo de Goiás

A análise do estrategista político professor Marcos Marinho lança luz sobre um movimento que, à primeira vista, pode parecer ousado, mas que, no atual cenário político goiano, se revela carregado de riscos para o ex-governador Marconi Perillo (PSDB).

Para Marinho, trata-se de um risco que deveria ser devidamente calculado pelo tucano, sobretudo diante de uma conjuntura marcada pelo progressivo isolamento de um líder que já ocupou o centro do poder em Goiás por 20 anos. Segundo o especialista em análise de cenários e projetos políticos, a insistência de Marconi – governador por quatro mandatos – em levar adiante uma candidatura esvaziada, sem musculatura partidária e com estrutura frágil, pode ter efeitos desastrosos.

O contexto hoje é profundamente distinto daquele que consagrou o PSDB como força hegemônica no Estado. Marconi já não dispõe da mesma capilaridade política, nem da rede de alianças que lhe garantiu vitórias no passado. Ignorar sinais claros de desgaste e de mudança no eixo de poder pode ter consequências indesejáveis, avalia Marinho.

O desafio se torna ainda maior quando se observa o tabuleiro eleitoral que se desenha para 2026. Marconi teria de enfrentar simultaneamente a força política e administrativa do governador Ronaldo Caiado (União) e a elevada popularidade de Daniel Vilela (MDB), pré-candidato à reeleição e herdeiro de um capital político robusto.

Como se não bastasse, a presença de Wilder Morais, senador e presidente do PL em Goiás, ameaça capturar uma fatia expressiva do eleitorado bolsonarista, reduzindo ainda mais o espaço para o tucano. “Será que a paixão de suas “viúvas” e a memória de seus governos serão suficientes para reverter este quadro adverso?”, questiona o especialista.

Nesse contexto, o risco não se limita a uma derrota eleitoral. Para o cientista político, uma candidatura mal calculada pode significar a própria morte política do ex-governador tucano, relegando-o, definitivamente, ao papel de mero coadjuvante no estado que já governou com mão firme e protagonismo absoluto

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