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Política

Daniel lidera com folga e adversários começam a corrida em desvantagem

Pesquisa mostra Daniel Vilela na liderança pela sucessão ao governo de Goiás, com 35,3% das intenções de voto, 13 pontos à frente de Marconi Perillo. Com baixa rejeição e ampla base política, o emedebista surge como favorito, enquanto rivais enfrentam limitações e divisões internas

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Daniel Vilela consolida condição de sucessor natural de Ronaldo Caiado e lidera pesquisa de intenção de voto para o governo de Goiás

Pesquisa de intenção de voto para o governo de Goiás divulgada nesta quarta-feira (11) confirma um cenário que já vinha sendo desenhado nos bastidores da política estadual: o favoritismo do vice-governador Daniel Vilela (MDB) na sucessão de Ronaldo Caiado (PSD). O levantamento do instituto Gazeta de Pesquisas (Igape) coloca o emedebista na liderança com 35,3% das intenções de voto na pesquisa estimulada — aquela em que os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos possíveis candidatos.

Em segundo lugar aparece o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 22,3%, seguido pelo senador Wilder Morais (PL), que soma 10,9%. A deputada federal Adriana Accorsi (PT) surge na quarta posição, com 8,8%. A pesquisa, registrada no TSE sob nº GO – 04220 / 2026, ouviu 1,2 mil eleitores entre os dias 3 e 6 de março. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Mais do que um retrato momentâneo, os números indicam uma tendência política relevante: Daniel começa a disputa já consolidado como o nome da continuidade de um governo amplamente aprovado pela população goiana. Prestes a assumir oficialmente o comando do Estado, o emedebista herda o capital político de uma gestão que apresenta elevados índices de aprovação. Não por acaso, o levantamento também mostra Daniel como o menos rejeitado entre os principais pré-candidatos — um indicativo de que ainda possui espaço para crescer ao longo da campanha.

A situação de Marconi Perillo é distinta. Embora o tucano mantenha um piso eleitoral relativamente sólido, fruto do recall de quem disputa eleições em Goiás desde 1998, analistas apontam que seu potencial de crescimento encontra limites no elevado índice de rejeição acumulado ao longo de sua trajetória política. Soma-se a isso a dificuldade de estruturar uma chapa competitiva, tanto no campo majoritário quanto no proporcional, o que representa um obstáculo adicional em uma disputa contra um candidato apoiado pela máquina estadual e por um governo bem avaliado.

Já o senador Wilder Morais inicia a corrida em condições ainda mais desafiadoras. Com desempenho distante dos líderes, sua candidatura se apoia essencialmente em um eleitorado ideologicamente alinhado ao bolsonarismo. Trata-se, contudo, de um segmento que tende a ter menor peso em disputas estaduais, nas quais o eleitor costuma priorizar resultados concretos de gestão e a capacidade do candidato de apresentar soluções para demandas locais.

Além disso, Wilder enfrenta um problema político interno. A decisão de manter candidatura própria do PL gerou desconforto em setores do partido, especialmente entre aliados do deputado Gustavo Gayer, pré-candidato ao Senado. Para essa ala, uma aliança com a base governista teria ampliado as chances eleitorais do grupo e atendido à estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro de fortalecer a bancada conservadora no Senado. Ao optar por seguir sozinho, o senador começa a disputa carregando o peso dessa divisão interna.

Enquanto isso, Daniel Vilela tende a ampliar sua vantagem a partir da força política de sua ampla coalizão. A expectativa é de que cerca de 230 prefeitos estejam alinhados ao projeto governista, formando uma rede de apoio municipal robusta e capilarizada. Em eleições estaduais, essa estrutura territorial costuma ser decisiva. Somada à baixa rejeição e ao vínculo com um governo bem avaliado, ela coloca o emedebista em posição privilegiada na largada da disputa pelo Palácio das Esmeraldas. O cenário ainda pode sofrer mudanças ao longo da campanha, mas a primeira fotografia eleitoral de 2026 já aponta quem inicia a corrida com maior margem de crescimento.

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