O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), vem registrando crescimento expressivo nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, reduzindo significativamente a distância que o separa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numa eventual disputa de segundo turno. Segundo a nova rodada da pesquisa Genial Quaest, divulgada nesta quinta-feira (17), Caiado aparece com 33% das intenções de voto contra 42% de Lula — uma diferença de apenas 9 pontos percentuais. Em dezembro de 2024, essa distância era de 34 pontos: 54% para o petista contra apenas 20% para o governador goiano.
O avanço de Caiado é constante e demonstra sua crescente viabilidade como nome competitivo no cenário nacional. Em janeiro, a diferença caiu para 19 pontos; em março, recuou para 14%; e agora, em julho, chegou à casa de um dígito. Trata-se de um feito relevante para um político que parte de um estado com baixa densidade eleitoral e que iniciou sua caminhada pelo Brasil há apenas três meses. Hoje, Caiado é o único pré-candidato oficialmente lançado à disputa presidencial e, segundo a mesma pesquisa Quaest, é o governador com melhor avaliação no país, o que reforça sua credibilidade como gestor público.
A candidatura de Caiado não é apenas uma formalidade antecipada — trata-se de um movimento estratégico de quem deseja ocupar espaço antes restrito a lideranças nacionais consolidadas. Em abril, durante evento na Bahia, ele lançou oficialmente sua pré-candidatura com apoio de aliados e afirmou categoricamente que está no páreo para valer, independentemente dos nomes que venham a compor a disputa. Embora tenha declarado que gostaria de contar com o apoio de Jair Bolsonaro, também deixou claro que sua postulação não está atrelada ao ex-presidente. “O nome dele é nacional. Fora ele, todos estamos na mesma situação”, avaliou com pragmatismo.
Caiado aposta em seu currículo robusto — médico, ex-deputado, ex-senador e gestor estadual bem avaliado — para se firmar como alternativa da direita tradicional que não dependa exclusivamente do bolsonarismo. Ao defender que a convergência do campo conservador deve ocorrer apenas no segundo turno, apresenta-se como liderança independente, mas articulada, que busca dialogar com diversos segmentos da sociedade. A evolução nas pesquisas mostra que o eleitorado conservador está atento à sua movimentação e que sua candidatura, longe de ser simbólica, ganha cada vez mais consistência no cenário eleitoral.
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e realizada entre os dias 10 a 14 de julho. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 120 municípios do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.