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Política

“Divórcio com o povo”: Caiado condena aprovação da PEC da Blindagem na Câmara

Ao se posicionar contra a PEC da Blindagem, o governador de Goiás assume o papel de porta-voz de uma parcela da sociedade que rejeita privilégios e cobra responsabilidade dos representantes eleitos

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Para Caiado, a PEC da Blindagem é um convite para o crime organizado entrar no Congresso pela porta da frente

O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União), voltou ao centro do debate político nacional ao criticar duramente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), conhecida como PEC da Blindagem. A medida, aprovada em segunda votação na Câmara dos Deputados por 344 votos a favor e 133 contrários, transfere ao Legislativo a prerrogativa de autorizar ou não o andamento de processos contra parlamentares no Judiciário. Para Caiado, trata-se de um retrocesso inaceitável, que rompe o equilíbrio entre os poderes e enfraquece a confiança popular na política.

Em tom contundente, o governador goiano afirmou que a aprovação da proposta “representa o divórcio do Congresso Nacional com o povo brasileiro e terá consequências nefastas para a política nacional”. Para Caiado, a PEC não apenas cria obstáculos à responsabilização de deputados e senadores, como também abre espaço para que criminosos busquem se eleger com o objetivo de escapar da Justiça.

“Ela é um convite para o crime organizado entrar no Congresso pela porta da frente, disputando voto nas urnas, para proteger os chefes das facções do alcance da justiça. Espero que o Senado corrija o erro da Câmara e rejeite a proposta”, declarou nas suas redes sociais.

A fala de Caiado repercute justamente por sua trajetória política. Médico, produtor rural e homem público com mais de 40 anos de atuação, o governador goiano construiu sua carreira sem nunca ter se envolvido em escândalos de corrupção, esquemas de blindagem ou práticas que colocassem sua conduta sob suspeita. Esse histórico de integridade reforça a legitimidade de sua crítica e o coloca em posição diferenciada no cenário político nacional, marcado por sucessivas crises de credibilidade.

O embate no Senado, que ainda votará a proposta, será decisivo para definir se prevalecerá o interesse coletivo ou a autoproteção corporativa do Parlamento. Nesse contexto, a manifestação de Ronaldo Caiado ecoa como um alerta sobre os riscos de um Congresso cada vez mais distante da população e vulnerável à infiltração de interesses criminosos.

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