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Política

Do rombo ao caixa robusto: o reequilíbrio fiscal de Goiás sob gestão de Ronaldo Caiado

O conjunto de dados divulgados pela Secretaria de Economia reforça a narrativa de que o ajuste fiscal em Goiás deixou de ser um fim em si mesmo para se transformar em instrumento de sustentação do desenvolvimento e da política pública

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Ronaldo Caiado recolocou Goiás entre os estados com as melhores situações fiscais do país

O governador Ronaldo Caiado (PSD) encerra seu sétimo ano à frente do Governo de Goiás consolidando um processo de reequilíbrio fiscal iniciado em 2019, quando assumiu um Estado severamente deteriorado do ponto de vista financeiro. À época, o caixa apresentava um rombo que se aproximava de R$ 7 bilhões, incluindo cerca de R$ 2 bilhões em dívidas que sequer haviam sido empenhadas.

O cenário herdado refletia anos consecutivos de descontrole orçamentário e ausência de planejamento, impondo à nova gestão a tarefa de reconstruir a credibilidade fiscal do Estado praticamente do zero. Logo no primeiro ano, Caiado rompeu uma sequência de sete exercícios marcados por déficits orçamentários, registrados entre 2012 e 2018, período correspondente ao terceiro e ao quarto mandatos do ex-governador Marconi Perillo (PSDB).

Em 2019, Goiás fechou o ano com superávit superior a R$ 500 milhões, sinalizando o início de um ciclo de ajuste que combinou contenção de gastos, revisão de contratos, reforço da arrecadação e recuperação da capacidade de investimento. Esse movimento criou as bases para a retomada de políticas públicas estruturantes nas áreas de educação, segurança pública, saúde e programas sociais.

Ao final de 2025, os números evidenciam a robustez desse novo arranjo fiscal. Mesmo após investimentos que se aproximaram de R$ 6 bilhões apenas no último ano, o Estado mantém uma expressiva disponibilidade de caixa, superior a R$ 13 bilhões. De acordo com o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, os investimentos liquidados em 2025 alcançaram R$ 5,693 bilhões.

A Secretaria da Economia esclarece que a opção por utilizar parte da poupança acumulada para realizar investimentos explica o registro de déficit orçamentário no balanço final, sem que isso represente desequilíbrio fiscal, já que há equilíbrio financeiro sustentado justamente pelas reservas formadas ao longo dos anos anteriores.

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