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Política

Insistência de Wilder Morais ameaça repetir derrotas do PL em Goiás

Pela terceira vez, o PL goiano rejeita aliança com Caiado e insiste em candidatura própria ao governo. A estratégia pode repetir derrotas passadas e comprometer o projeto de eleger Gayer ao Senado

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Wilder Morais racha o PL em Goiás e banca candidatura própria ao governo de Goiás

“Pedir música no Fantástico” é a metáfora perfeita para o momento do Partido Liberal em Goiás. Pela terceira vez consecutiva, a legenda caminha para recusar uma aliança estratégica com a base governista, liderada por Ronaldo Caiado (PSD) e Daniel Vilela (MDB). Na reunião da semana passada, o senador Wilder Morais, presidente estadual do PL, reafirmou que disputará o governo em outubro, colocando uma pá de cal nas tratativas que vinham sendo defendidas por setores expressivos da própria legenda.

A metáfora se sustenta porque o roteiro se repete. Em 2022, ainda que em menor escala, Caiado acenou ao PL, inclusive pelo apoio ao projeto de reeleição de Jair Bolsonaro. O partido preferiu candidatura própria e amargou um terceiro lugar constrangedor. Em 2024, novamente houve tentativa de composição nas eleições municipais. Wilder resistiu, lançou nome próprio e viu seu candidato ser derrotado no segundo turno pelo grupo governista. Agora, diante de um cenário ainda mais adverso para a oposição, o PL parece decidido a repetir a estratégia que já fracassou duas vezes.

Internamente, o clima é de racha. Uma ala robusta, alinhada ao projeto nacional da legenda de ampliar sua bancada no Senado, considera a decisão de Wilder um equívoco estratégico. Para esses dirigentes, a prioridade deveria ser assegurar a eleição do deputado federal Gustavo Gayer ao Senado, o que seria muito mais viável numa composição com o Palácio das Esmeraldas. Avaliam que insistir numa candidatura isolada ao governo pode comprometer não apenas a disputa majoritária, mas também o desempenho proporcional.

Enquanto isso, Caiado e Daniel Vilela consolidam o discurso da continuidade administrativa, sustentados por índices favoráveis e por uma base coesa. Ao optar pelo enfrentamento direto, Wilder Morais aposta alto — talvez alto demais. Se a história recente servir de parâmetro, o PL goiano corre o risco de “pedir música no Fantástico”, já que é iminente uma derrota pela terceira vez conseutiva. E, desta vez, o preço pode ser ainda maior: além de nova derrota ao governo, a inviabilização do projeto senatorial do partido no Estado, com reflexos diretos na estratégia nacional bolsonarista.

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