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Política

Manifestações contra blindagem e anistia desmontam falácia bolsonarista

s principais institutos de pesquisa já vinham mostrando a perda de fôlego do bolsonarismo e a consolidação de uma rejeição ampla ao ex-presidente Jair Bolsonaro e suas bandeiras. As manifestações de domingo apenas confirmaram empiricamente o que os números indicavam: a sociedade brasileira não é refém de uma extrema-direita autoritária

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Manifestações ocorreram em 33 cidades brasileiras e reuniram pessoas contrárias às pautas impopulares do Congresso

As manifestações realizadas no último domingo (21), em mais de 30 cidades brasileiras, representam um divisor de águas no debate político nacional. Contra a PEC da Blindagem, já aprovada pela Câmara, e contra o projeto de anistia em discussão no Congresso, milhares de pessoas ocuparam ruas e praças em um recado inequívoco à classe política e, sobretudo, à narrativa da extrema-direita.

Ao contrário do que o bolsonarismo insiste em repetir — de que teria o monopólio das ruas —, a mobilização popular deste fim de semana desmonta essa falácia e reafirma que a sociedade brasileira não está disposta a aceitar retrocessos institucionais e afrontas ao Estado Democrático de Direito.

Tanto em São Paulo, como no Rio de Janeiro, os atos reuniram mais pessoas do que o último grande movimento bolsonarista, realizado em 7 de setembro, o que por si só é simbólico. Trata-se de uma virada de página, em que o anti-bolsonarismo se consolida não apenas como um sentimento difuso, mas como força política organizada, capaz de disputar espaço público e simbólico com a direita radical.

O discurso de que só Bolsonaro mobiliza massas cai por terra diante de imagens de avenidas tomadas por manifestantes que rechaçam tanto a tentativa de blindagem de parlamentares quanto a tentativa de perdoar crimes cometidos em nome da política.

Bolsonarismo abusou da incoerência e das pautas antinacionalistas

Para analistas políticos, o bolsonarismo, que nasceu ancorado pelo discurso nacionalista, vem abusando da incoerência e menosprezando a inteligência mínima de seus seguidores.

A defesa enfática das pautas anti patrióticas, como o tarifaço de Donald Trump e o lobby lesa-pátria de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos EUA – que atinge em cheio trabalhadores e o setor produtivo aqui no Brasil – tem sido demais até mesmo para os mais sectários bolsonaristas.

Não há dissonância cognitiva que seja capaz de sustentar a esdrúxula narrativa propagada pela extrema-direita, que implica na concessão de benesses a deputados e senadores, além da submissão total do Brasil a uma nação estrangeira, dizem os especialistas.

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