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Política

O centro como maioria: Quaest reforça a estratégia de Kassab para 2026

Para analistas, a eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) enfrentaria obstáculos evidentes. Identificado com a ala mais radical da direita, ele teria dificuldades para penetrar justamente no eleitorado da direita não bolsonarista e entre os independentes — segmentos decisivos para garantir vaga no segundo turno

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PSD de Gilberto Kassab deve lançar um dos três governadores para disputar o Planalto nas eleições deste ano

A mais recente pesquisa Quaest de intenção de voto para a Presidência da República, divulgada na última quarta-feira (11), ilumina com nitidez o tabuleiro eleitoral de 2026 e que mereceria atenção da oposição ao presidente Lula (PT).

Os números revelam um dado estrutural: 53% do eleitorado brasileiro não se identifica com os polos tradicionais da disputa nacional. São 32% de independentes — que não se declaram nem lulistas nem bolsonaristas — e outros 21% que se situam na direita, mas rejeitam o bolsonarismo. Trata-se de uma maioria silenciosa simpática à direita, mas que, a cada ciclo eleitoral, demonstra cansaço com a radicalização e busca alternativas mais moderadas.

Os dados dialogam diretamente com a leitura estratégica do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O partido abriga três pré-candidatos ao Planalto, entre eles o governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

Para Kassab, o caminho viável para vencer a eleição passa pelo centro — ou, em termos mais claros, pelo distanciamento dos extremos que dominaram o debate político na última década. A pesquisa oferece lastro empírico a essa avaliação: há um contingente expressivo de eleitores à espera de uma candidatura que não esteja refém do embate ideológico permanente.

Caiado tem melhor desempenho na direita não bolsonarista

É precisamente na direita não radicalizada que Ronaldo Caiado aparece com desempenho relevante. Entre os eleitores da direita não bolsonarista que afirmam conhecê-lo, 37% dizem que votariam nele para presidente.

O dado sugere uma avenida aberta para uma candidatura de direita tradicional, menos marcada pelo radicalismo e mais disposta ao diálogo institucional. Ao sinalizar distanciamento de uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro, Kassab demonstra ter compreendido o espírito do tempo: o PSD aposta na construção de uma alternativa que se apresente como ponte — e não como trincheira — na política brasileira.

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