A recente sinalização do presidente do PL goiano, senador Wilder Morais, de que o partido pode integrar a base do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) nas eleições de 2026 revela uma mudança de rota estratégica e pragmática no campo da direita em Goiás.
Wilder não descartou a possibilidade de composição com a chapa majoritária governista, que deverá ter Daniel Vilela (MDB) como candidato à reeleição ao cargo de governador. A fala do senador vem em sintonia com a movimentação interna do PL, que já dá sinais públicos de reavaliação da linha política adotada nas últimas eleições.
O deputado federal Gustavo Gayer e o vereador Oséas Varão, ambos expoentes da ala mais radical do bolsonarismo, já admitiram que o radicalismo isolado não basta para vencer eleições. Ambos reconheceram a necessidade de alianças com forças da direita tradicional e da centro-direita, uma guinada que abre espaço para o diálogo com o governo estadual.
Outro indício da reconfiguração é a decisão do vereador Major Vitor Hugo de retirar sua pré-candidatura ao Senado, atendendo a orientação de Jair Bolsonaro para tentar retornar à Câmara Federal. A desistência favorece Gustavo Gayer, hoje o nome mais forte do partido para o Senado, desde que mantenha a elegibilidade.
O bolsonarista goiano responde a uma ação penal no STF e outras três representações que, se avançarem, podem inviabilizar sua candidatura em 2026.
Vitor Hugo diz que recebeu missão de Bolsonaro
O vereador de Goiânia Major Vitor Hugo (PL) declarou em vídeo postado nas redes sociais que recebeu a missão do ex-presidente Jair Bolsonaro para ser candidato a deputado federal nas próximas eleições.
O vereador informou que se reuniu com Bolsonaro na segunda-feira (16), quando teria sido incentivado a disputar nova eleição para deputado. “A missão que ele me deu eu vou cumprir: ser candidato a deputado federal”, frisou.
Chapa enxuta para o Senado ganha força na base governista
A possibilidade de múltiplas candidaturas ao Senado nas próximas eleições tem sido objeto de reflexões de lideranças da base governista, cuja preocupação é não repetir o “equívoco” de 2022, que acabou custando a derrota da base aliada, que disputou a eleição com três nomes.
Agora, com ao menos seis pré-candidatos à Câmara Alta, o discurso é de cautela e sensatez, numa tentativa de enxugar a chapa para apenas dois concorrentes.