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Política

PT goiano abre diálogo com José Eliton mirando acordo com Marconi

Nos bastidores, cresce a avaliação de que o PT estaria “testando” a reação do eleitorado e da militância diante de uma composição com Perillo, usando José Eliton como peça intermediária. Dirigentes petistas evitam declarações públicas sobre o tema, mas já admitem em conversas reservadas que a sigla não descarta alianças “fora da caixa” para tentar romper a hegemonia do atual governador Ronaldo Caiado

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Encontro entre a presidente estadual do PT, deputada Adriana Accorsi, e o ex-governador José Eliton alimenta especulações sobre 2026

Nos bastidores da política goiana, a recente aproximação entre o ex-governador José Eliton, hoje sem partido, e a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) em Goiás tem gerado interpretações estratégicas e cautelosas. Petistas históricos e articuladores políticos avaliam o movimento com parcimônia, evitando conclusões precipitadas, mas reconhecem que a movimentação não parece ser apenas uma aproximação ideológica.

Para analistas, trata-se de um gesto cuidadosamente calculado que pode apontar para um objetivo maior: abrir caminho para uma possível aliança entre o PT e o ex-governador Marconi Perillo, atual presidente nacional do PSDB e já declarado pré-candidato ao governo de Goiás em 2026. Setores mais à direita do espectro político enxergam esse tabuleiro com desconfiança. A interpretação predominante é que José Eliton estaria atuando como ponte, ou mesmo “guardando lugar” para Marconi, de quem foi vice por sete anos antes de assumir o governo em 2018.

Ainda que Eliton negue articulações desse tipo, interlocutores relatam que sua volta ativa à cena política estaria mais ligada às conveniências eleitorais do ex-chefe do que a um projeto individual de poder. Especialistas ponderam que, apesar da alta rejeição experimentada tanto pelo PT, quanto por Marconi Perillo, a política goiana vive um cenário de pragmatismo extremo.

Com o PSDB fragilizado nacional e regionalmente, Marconi teria poucas alternativas para montar uma chapa competitiva em 2026. Uma aliança com setores do PT, por mais improvável que pareça à primeira vista, poderia oferecer palanque, tempo de TV e base eleitoral organizada — elementos essenciais para qualquer campanha majoritária.

Baixa viabilidade eleitoral

Por outro lado, uma candidatura própria de José Eliton é vista como eleitoralmente frágil, tanto pela falta de estrutura partidária quanto pela baixa aprovação de sua passagem pelo governo.

Em 2018, ao encerrar o ciclo tucano de quatro mandatos consecutivos, a gestão Marconi/Eliton deixou Goiás em situação oficialmente reconhecida como de calamidade financeira, com déficits próximos a R$ 7 bilhões, conforme apontou a área técnica do TCE-GO à época. Esse legado comprometeu politicamente o ex-governador e dificulta sua viabilidade eleitoral como protagonista em 2026.

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