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Política

Sanção dos EUA a Moraes é mais uma tentativa de golpe contra a democracia brasileira

Governo de Donald Trump anunciou sanções ao ministro Alexandre de Morais, do STF, baseado na famigerada Lei Magnitsky, dispositivo criado para punir indivíduos acusados pela Casa Branca de violações graves, o que está longe de ser o caso de Moraes

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Medidas contra Alexandre de Morais podem ser inócuas no Brasil. Ministro diz não se preocupar com sanções

A sanção imposta ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes pelo governo dos Estados Unidos, com base na controversa Lei Magnitsky, representa um ataque frontal à soberania do Brasil e às suas instituições democráticas. Mais do que uma retaliação pessoal a um magistrado, o gesto hostil simboliza uma afronta direta à independência do Judiciário brasileiro e ao funcionamento das instituições, que atuam conforme os ditames da Constituição Federal. Trata-se de uma atitude inaceitável de interferência externa nos assuntos internos de um país que jamais se voltou contra outras nações, tampouco atentou contra seus sistemas de justiça.

A medida, capitaneada pelo ex-presidente Donald Trump, escancara o avanço de uma lógica imperialista que tenta impor sua vontade a qualquer custo, inclusive por meio de sanções unilaterais e arbitrárias. O Brasil, como Estado soberano, dispõe de instrumentos legais — nacionais e internacionais — para reagir com firmeza, resguardando sua autonomia institucional. No entanto, a gravidade do episódio exige mais: é preciso que outras nações livres e independentes se posicionem contra esse autoritarismo travestido de política externa, sob o risco de também se tornarem vítimas da tirania americana.

Internamente, a resposta não pode ser tímida. A imprensa brasileira tem o dever cívico de tratar o episódio com a seriedade que ele exige, evitando sua banalização ou sua exploração político-partidária. Os responsáveis por viabilizar ou estimular esse tipo de ataque — como Eduardo Bolsonaro (PL) e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — devem ser desmascarados como o que de fato são: conspiradores contra o Brasil. A atitude de ambos configura a mais grave traição à pátria desde a redemocratização, ao buscar apoio estrangeiro para desestabilizar as instituições nacionais.

Diante desse cenário, é papel das autoridades e das instituições brasileiras promover uma defesa intransigente da soberania nacional. Isso inclui manifestar apoio público e irrestrito ao ministro Alexandre de Moraes, cuja atuação segue os ditames da lei e do devido processo legal. Atacar Moraes, como faz o governo Trump com apoio da extrema-direita brasileira, é atacar o próprio Estado de Direito no Brasil. E defender o Estado de Direito é dever de todos os que acreditam na democracia.

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