De acordo com o presidente do PSL em Goiás, deputado Delegado Waldir, o União Brasil, partido que nasce da fusão do PSL com o DEM, proposta que está em vias de homologação pelo Tribunal Superior Eleitoral, teria iniciado conversas com o Podemos do ex-juiz Sérgio Moro e a tendência é que possam firmar uma aliança para as eleições de 2022.
Waldir, que deve ser o vice-presidente da legenda em Goiás, lembra que o União Brasil nasce como a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 82 parlamentares, além de 545 prefeituras, oito senadores e quatro governadores – incluindo o de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que deve ser o presidente da sigla em Goiás. Com toda essa densidade eleitoral, no entanto, o partido não deve lançar candidato a presidente da República, avalia Waldir, em entrevista ao Jornal Opção.
O deputado entende que com todo esse peso político é natural que o União Brasil se consolide como uma grande força nas eleições do ano que vem e, embora não esteja na cabeça de chapa, é possível que o partido integre alguma coligação na posição de vice. Nessa condição, o mais provável é uma aliança com o Podemos de Sérgio Moro. A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, já teria, inclusive, iniciado conversas nesse sentido com o presidente do PSL, Luciano Bivar, que presidirá também o União Brasil, oferecendo a vice de Moro ao novo partido.
Em Goiás, caso essa aliança prospere e o União Brasil integre a chapa de Sérgio Moro, restaria frustrada a possibilidade do prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido), se filiar ao Podemos para uma eventual disputa ao governo de Goiás em 2022, o que era uma alternativa, já que a sua filiação ao PL se tornou incerta depois que o presidente Jair Bolsonaro se filiou ao partido e recebeu carta branca da direção nacional para escolher seus candidatos nos estados. Em Goiás, a preferência de Bolsonaro não seria por Gustavo Mendanha.
Agora, uma possível aliança do Podemos com o União Brasil fecharia as portas do partido para Mendanha e diminuiria suas alternativas partidárias no Estado. Com a notícia de que o PT e PSB podem se unir em federação e a vedação de Bolsonaro ao seu nome no PL, restaria a Gustavo Mendanha, com maior probabilidade, uma filiação ao PSDB de Marconi Perillo, o que não é visto como viável do ponto de vista eleitoral.