Apesar da resistência pública do senador Wilder Morais, presidente do PL em Goiás, a tendência predominante nos bastidores políticos aponta para a consolidação de uma aliança entre o partido e a base governista liderada por Ronaldo Caiado (União) e Daniel Vilela (MDB) nas eleições majoritárias deste ano.
Wilder insiste em sustentar sua pré-candidatura ao governo estadual, alegando estratégia mais coerente para o fortalecimento do PL e para seu projeto pessoal. No entanto, essa posição tem se mostrado cada vez mais isolada diante do pragmatismo que orienta as decisões nacionais da legenda e, sobretudo, os interesses diretos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ala do PL mais próxima do deputado federal Gustavo Gayer avalia que a manutenção de uma candidatura própria ao governo seria politicamente improdutiva e eleitoralmente arriscada. Para esse grupo, a aliança com Caiado e Daniel não apenas amplia o espaço do partido na chapa majoritária, como praticamente sacramenta a eleição de Gayer para o Senado.
Em um cenário de disputa polarizada, a candidatura senatorial em uma coligação robusta torna-se muito mais viável do que uma aventura oposicionista com poucas chances reais de vitória.
A prioridade de Jair Bolsonaro é clara: ampliar o número de cadeiras no Senado. Isso inclui manter as que já são ocupadas pelos liberais, como é o caso de Wilder.
Na avaliação de seus aliados, a próxima legislatura será decisiva para enfrentar o Supremo Tribunal Federal, que eles acusam de extrapolar limites constitucionais.