O fracasso da fusão entre PSDB e Podemos representa mais uma dura e simbólica derrota para o ex-governador Marconi Perillo, atual presidente nacional do PSDB. Sob seu comando, o outrora influente partido afundou rapidamente, perdendo relevância política, quadros expressivos e capacidade de articulação.
A debandada dos governadores Raquel Lyra (PE) e Eduardo Leite (RS) — que deixaram o partido por não enxergarem viabilidade para seus projetos — escancarou o esvaziamento do PSDB e a perda de atratividade para lideranças com pretensões eleitorais reais.
O insucesso da tentativa de fusão empurra o PSDB para a extinção, seja ela formal ou por meio de uma incorporação forçada, em que o partido acaba diluído em outra sigla maior. Em qualquer cenário, o episódio representa um revés direto ao projeto pessoal de Marconi Perillo, que apostava na união como forma de recuperar protagonismo nacional e se fortalecer para um eventual retorno à cena política goiana.
No entanto, o efeito prático foi o oposto. Além de perder estrutura e capital político, Marconi se vê cada vez mais isolado. O fracasso da fusão amplia a base governista e fortalece ainda mais o grupo liderado pelo governador Ronaldo Caiado (União) e Daniel Vilela (MDB), atual vice-governador e provável candidato à reeleição em 2026. Sem base, sem partido forte e sem articulação, Marconi assiste à consolidação de um novo ciclo político em Goiás, do qual ele está completamente alijado.
Em Goiás, liderança do Podemos comemora fracasso da fusão
O presidente do Podemos em Goiás, deputado federal Glaustin da Fokus, se disse aliviado com o fracasso da fusão entre seu partido e o PSDB de Marconi Perillo. Segundo o parlamentar, ele agora terá espaço para trabalhar com tranquilidade a construção de chapas de deputado estadual e federal, e continuar integrando a base do governador Ronaldo Caiado e Daniel Vilela.