Entre 2014 e 2024, Goiânia experimentou uma profunda mudança de paradigma na área da segurança pública e consolidou uma transformação que alterou radicalmente a realidade da capital goiana. Em 2015, a cidade ocupava a preocupante 23ª posição entre as mais violentas do mundo, segundo levantamento da ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e a Justiça Penal, registrando mais de 47 mortes para cada 100 mil habitantes. Menos de uma década depois, o cenário passou a ser outro.
Dados do Atlas da Violência 2026, estudo técnico elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que Goiânia encerrou 2024 com taxa de 14,7 homicídios por 100 mil moradores, figurando entre as cidades mais seguras do país. A redução de 70,9% nas mortes violentas ao longo do período representa a segunda maior queda entre as capitais brasileiras, superando cidades como Porto Alegre (-65,1%), Distrito Federal (-64,8%) e Natal (-64,2%), ficando atrás apenas de São Luís (-74,8%).
O recorte dos últimos cinco anos reforça a consistência da tendência de queda e aponta que a violência letal na capital praticamente foi reduzida à metade. Entre 2019 e 2024, Goiânia registrou retração de 52,1% nos homicídios, desempenho que a colocou ao lado de capitais como Boa Vista (-53,4%) e Rio Branco (-52,8%), à frente de Palmas (-44,5%) e Natal (-37,6%).
Considerado uma das principais referências nacionais para análise de indicadores de violência, o Atlas evidencia que a melhora observada na capital acompanha o desempenho estadual. Goiás registrou a segunda maior redução na taxa de homicídios do Brasil, com queda de 58,4%.
Ao comentar os resultados, o governador Daniel Vilela (MDB) afirmou que Goiânia se tornou exemplo nacional no combate à violência. “Goiânia hoje é exemplo nacional na redução da violência. Esses resultados mostram que as políticas de segurança adotadas em Goiás a partir de 2019 têm chegado à capital de forma efetiva, garantindo mais proteção e qualidade de vida para a população”, declarou.
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