O ato pró-Bolsonaro realizado no último domingo (29) na Avenida Paulista, que reuniu pouco mais de 12 mil pessoas, segundo metodologia do Monitor do Debate Político do Cebrap em parceria com a ONG More in Common, acendeu o sinal de alerta na direita brasileira.
O fiasco de público, ainda mais visível diante da expectativa de um evento de mobilização nacional, fortaleceu a percepção entre lideranças políticas de que o ex-presidente já não exerce o mesmo magnetismo de outrora. Dirigentes do PP e do União Brasil passaram a defender abertamente que Jair Bolsonaro indique, o quanto antes, um sucessor para a corrida presidencial de 2026.
A avaliação é que a indefinição prejudica a articulação política e mina as chances da direita de montar uma candidatura competitiva. A federação União Progressista tem o governador goiano, Ronaldo Caiado (UB), como pré-candidato a presidente da República. Mesmo inelegível até 2030, Bolsonaro insiste em dizer que será candidato em 2026, o que aumenta o impasse interno.
Seus aliados mais próximos, contudo, admitem que a possibilidade de reversão da inelegibilidade é remota. Pior: há o temor de que o ex-presidente sofra nova condenação no STF, o que agravaria ainda mais seu quadro jurídico. Para líderes do Centrão, a recusa de Bolsonaro em abrir mão do protagonismo e preparar uma transição de liderança pode comprometer todo o projeto da direita nas próximas eleições presidenciais.
Diante desse cenário, cresce a pressão para que o debate sobre a sucessão presidencial na direita deixe os bastidores e passe a ser tratado com seriedade e transparência. O tempo político já começou a correr.
Caiado reafirma candidatura e diz estar pronto para a disputa
Único pré-candidato à Presidência já declarado, Ronaldo Caiado (UB) reafirma sua permanência no União Brasil e diz estar pronto para liderar a direita em 2026. Confiante, o governador goiano aposta em sua trajetória e preparo para chegar ao segundo turno contra Lula (PT) e recolocar a direita no poder. Caiado acredita que viabilizará sua candidatura dentro da federação União Progressista.