O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reafirmou publicamente sua disposição de disputar a Presidência da República em 2026, mesmo diante da possibilidade de uma candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nome respaldado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Mais bem avaliado chefe de Executivo estadual do país, segundo pesquisas recentes, Caiado demonstrou confiança em sua trajetória política e afirmou que a eventual presença de Tarcísio no páreo não o fará recuar. “Serei candidato mesmo se Tarcísio for candidato”, declarou, ao reiterar que o momento de disputa e diferenciação de projetos é o primeiro turno.
Caiado disse que gostaria de contar com o apoio de Bolsonaro, mas deixou claro que sua candidatura não depende disso. “O nome dele é um nome nacional. Fora ele, todos estamos na mesma situação”, avaliou. O governador goiano aposta em seu histórico de médico, ex-parlamentar, gestor estadual e defensor de pautas conservadoras para se consolidar como opção viável da direita. Ao afirmar que a convergência no campo conservador pode e deve ocorrer apenas no segundo turno, Caiado se posiciona como uma alternativa independente e articulada no debate público.
Críticas a Lula
Durante o XIII Fórum Jurídico de Lisboa, Caiado também elevou o tom contra o presidente Lula, a quem acusou de promover uma “guerra de secessão” ao confrontar o Congresso Nacional. Para o governador de Goiás, Lula tenta deslegitimar o Poder Legislativo ao acusá-lo de ser inimigo do povo, o que, segundo ele, afronta as regras democráticas.
“Falta ao presidente sentar para trabalhar”, disparou. A crítica insere Caiado em um discurso de defesa institucional, buscando se diferenciar tanto do bolsonarismo estridente quanto do petismo conflituoso.
O posicionamento de Ronaldo Caiado deixa clara sua estratégia de se firmar como um presidenciável competitivo, com identidade própria e inserção nacional. Ao manter o tom duro contra Lula e sinalizar independência em relação a Bolsonaro, Caiado tenta ocupar o espaço do eleitorado conservador que deseja firmeza, mas também estabilidade institucional.
Com a declaração de que será candidato “em qualquer cenário”, o governador goiano consolida-se como um dos nomes mais decididos no xadrez sucessório de 2026.