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Política

Chantagem de Trump é mera continuidade da tentativa de golpe no Brasil

A ligação entre Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro, e o governo de Donald Trump para tentar deslegitimar o Judiciário, desacreditar eleições e enfraquecer instituições brasileiras não respeita fronteiras. O sucesso dessa empreitada representaria a ruptura democrática no Brasil

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Retaliações ao Brasil e a autoridades do judiciário impostas por Trump tiveram participação direta do deputado Eduardo Bolsonaro

As chantagens promovidas por Donald Trump ao Brasil, ao impor um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, são mais do que um gesto hostil de política comercial: configuram uma extensão transnacional da tentativa de golpe de Estado que, segundo o STF, foi liderada por Jair Bolsonaro e sua rede de aliados.

A justificativa da medida, revelada em carta de Trump ao presidente Lula, é estarrecedora: retaliação às ações do Supremo contra os crimes supostamente praticados por Bolsonaro, denunciado pela PGR por conspirar contra a ordem democrática após sua derrota nas eleições de 2022. É inaceitável que um presidente americano tente submeter um país soberano e democrático às suas vontades políticas por meio de sanções econômicas e a suas autoridades constituídas.

Tal atitude expõe um dos mais graves absurdos dos tempos modernos: a tentativa de um líder estrangeiro de chantagear uma democracia para proteger um aliado que agiu à margem da legalidade. A interferência explícita de Trump nas decisões de instituições brasileiras fere a diplomacia, afronta a soberania nacional e ultrapassa qualquer limite tolerável nas relações internacionais.

Mais do que um gesto isolado, o ataque de Trump deve ser compreendido como uma continuidade do golpismo bolsonarista, agora com tentáculos internacionais.

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