O PSDB, que já ocupou a Presidência da República por dois mandatos e foi protagonista da política nacional por décadas, hoje agoniza, e o próprio presidente da legenda, o ex-governador de Goiás Marconi Perillo, admite que “o partido chegou ao fundo do poço”. A declaração do tucano foi dada ao Contexto Metrópoles, na quinta-feira (14).
A realidade mostra que o PSDB não apenas perdeu relevância, mas caminha a passos largos para não alcançar a cláusula de barreira — o que, na prática, poderá levá-lo à extinção formal. O desmonte tucano é resultado direto de uma gestão marcada pela centralização, pela incapacidade de renovar quadros e por decisões políticas desastrosas.
Sob Perillo, a debandada se tornou regra: Eduardo Leite, Raquel Lyra, Izalci Lucas e tantos outros abandonaram o barco, denunciando, nas entrelinhas, a falência de um projeto que já não seduz ninguém. Em São Paulo, o partido perdeu todos os oito vereadores que tinha. Nas capitais, deixou de ter representação em 12 câmaras municipais.
Marconi, derrotado nas duas últimas tentativas ao Senado, simboliza o colapso tucano. O PSDB, que um dia foi sinônimo de poder, projeto nacional e estabilidade política, hoje é apenas uma sigla em lenta decomposição, sustentada por discursos vazios e promessas de retomada que não encontram respaldo na realidade. Se não houver uma guinada radical — improvável sob a atual liderança —, o fim do partido será apenas uma questão de tempo.