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Política

Goiás nos trilhos: disciplina fiscal garante caixa forte e dívida controlada

De acordo com a Secretaria de Economia goiana, a alteração da meta da LDO está relacionada à decisão de mobilizar a poupança acumulada para quitação de passivos e acelerar investimentos, e não a frustração de receitas para o exercício

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Gestão Ronaldo Caiado se notabiliza pelo reequilíbrio das contas públicas goianas

A poupança acumulada do governo Ronaldo Caiado ultrapassou, conforme números do 2º quadrimestre de 2025, a marca de R$ 15,3 bilhões, um resultado que sintetiza a profunda virada fiscal experimentada por Goiás desde 2019. O desempenho não é fruto do acaso: ele reflete um conjunto de ações contínuas de responsabilidade fiscal implementadas desde a chegada de Ronaldo Caiado (União) ao Palácio das Esmeraldas, quando encontrou o Estado entre os piores cenários fiscais do país e um rombo de caixa de R$ 7 bilhões.

Naquele primeiro ano, o governo já quebrou a série histórica de déficits orçamentários que se arrastava desde 2012, inaugurando um novo ciclo de disciplina e recuperação financeira. Passados seis anos, os números consolidam uma realidade inédita. A robusta disponibilidade de caixa repercute na redução histórica da Dívida Consolidada Líquida (DCL), que, até o 2º quadrimestre de 2025, caiu para 28% da Receita Corrente Líquida (RCL) — um dos menores patamares da história fiscal goiana.

Para efeito de comparação, ao final de 2018, último ano dos governos tucanos, a DCL ultrapassava 92% da RCL, sinalizando à época um Estado estrangulado pela incapacidade de honrar compromissos e de financiar investimentos. A Secretaria de Economia explica que a poupança acumulada está sendo utilizada para quitar passivos antigos e acelerar investimentos estruturantes, sem qualquer risco para o equilíbrio das contas públicas, que seguem rigorosamente dentro dos limites constitucionais.

O governo Caiado colhe, assim, os frutos de uma estratégia sustentada na austeridade responsável — uma combinação de planejamento, previsibilidade e rigor fiscal que reposicionou Goiás como referência nacional em gestão financeira.

Mudança na LDO

De acordo com a Secretaria de Economia goiana, a alteração da meta da LDO está relacionada à decisão de mobilizar a poupança acumulada para quitação de passivos e acelerar investimentos, e não a frustração de receitas.

Segundo o órgão, o aumento da despesa decorre da metodologia de apuração dos resultados, já que a receita do exercício considera apenas os ingressos de recursos do ano, enquanto a despesa inclui também os pagamentos realizados com a poupança acumulada. Esse excedente da despesa, contudo, é suportado pela disponibilidade de caixa e não causa desequilíbrio das contas públicas.

Investimentos superam R$ 4,1 bilhões

De acordo com a Relatório Resumido da Execução Orçamentária referente ao 5º bimestre de 2025, publicado no portal de transparência do Governo de Goiás, os investimentos liquidados até final de outubro deste ano somaram R$ 4,1 bilhões, o que representa quase 70% do valor empenhado para a rubrica. O valor efetivamente pago, até o final do bimestre, foi de R$ 3,99 bilhões.

Além dos investimentos, o governo também usou a poupança acumulada para quitação de passivos, como a recomposição de R$ 740 milhões do Fundo de Depósitos Judiciais,  a antecipação de R$ 748 milhões ao Tribunal de Justiça para reduzir a fila de precatórios – valor R$ 80 milhões superior ao exigido pela Constituição – e a  restituição de R$ 58 milhões do Bolsa Garantia.

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