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Política

Ana Paula traça limites e barra tentativa de Marconi de se apropriar do legado de Iris

O ex-governador tucano tem buscado, em declarações e gestos públicos, incorporar fragmentos da história de Iris Rezende – maior líder político goiano, morto em 2021 após mais de seis décadas de vida pública

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Ana Paula Rezende descartou qualquer aproximação com Marconi Perillo

A fala de Ana Paula Rezende (MDB) no último sábado (20), durante o evento Deputados Aqui, no Jardim do Cerrado V, em Goiânia, foi mais do que um posicionamento pessoal: soou como um ponto final em uma narrativa que setores do tucanato tentavam, de forma artificial, emplacar. Ao descartar publicamente qualquer possibilidade de aproximação com o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) ou com seu núcleo político para 2026, a empresária e advogada deixou claro que há limites intransponíveis quando se trata de coerência política e respeito à história.

Filha de Iris Rezende Machado, um dos maiores líderes da política goiana, Ana Paula foi direta ao afirmar que uma aliança com Marconi significaria trair o legado construído por seu pai. Não se trata de retórica emocional, mas de memória política. Iris e Marconi ocuparam campos opostos durante boa parte de suas trajetórias, protagonizando embates que marcaram gerações. Tentar reescrever essa história, sob o pretexto de pragmatismo eleitoral, é subestimar a inteligência do eleitor e desrespeitar aqueles que caminharam ao lado do líder emedebista.

A declaração da emedebista desmonta uma estratégia que vinha sendo gestada nos bastidores: a tentativa surpreendente de Marconi Perillo de se reaproximar de ex-aliados de Iris e, por consequência, do chamado irismo. O objetivo era evidente: reposicionar-se como herdeiro simbólico de um legado que nunca integrou e do qual foi, reiteradamente, antagonista. Para os verdadeiros emedebistas, trata-se de um movimento oportunista, desprovido de lastro histórico ou político.

Ao buscar associar sua imagem à de Iris Rezende, Marconi tenta capturar um capital simbólico que não lhe pertence. O bônus de um legado construído com coerência, trabalho e respeito popular não se transfere por conveniência eleitoral. A fala de Ana Paula, firme e sem ambiguidades, reafirma que a história não aceita atalhos — e que a memória política de Goiás não está à venda.

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