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Política

PL goiano entre a pré-candidatura que isola e a aliança que soma

A leitura dominante entre liberais é clara: a pré-candidatura de Wilder não decola, aparece com baixo apelo nas pesquisas e já enfrenta resistência interna, enquanto Gayer ganha espaço e apoio ao defender uma aliança estratégica com a base governista de Ronaldo Caiado

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Gustavo Gayer e Wilder Morais disputam espaço por candidatura dentro do PL goiano

A disputa interna no PL goiano expõe, mais uma vez, o velho dilema entre projeto eleitoral viável e ambição pessoal. De um lado, o deputado federal Gustavo Gayer passou a vocalizar, com crescente contundência, a defesa de uma aliança formal com a base do governador Ronaldo Caiado (União). Do outro, o senador Wilder Morais, presidente estadual da legenda, insiste em manter uma pré-candidatura ao governo que, até aqui, não encontrou eco nem fora nem dentro do partido.

Daniel Vilela (MDB), vice-governador e aliado de Caiado, é o candidato natural à sucessão em 2026. O próprio governador já deixou claro que fará todo o esforço político necessário para elegê-lo. Nesse cenário, a presença do PL na base governista abriria espaço para uma disputa altamente competitiva ao Senado — prioridade declarada de Jair Bolsonaro, que pretende concentrar forças na Câmara Alta na próxima eleição.

Durante a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por Goiânia, nesta quinta-feira (18), os dois projetos foram apresentados ao emissário do bolsonarismo. Gayer defendeu que a aliança com Caiado garantiria ao PL uma vaga praticamente assegurada ao Senado, além de um palanque robusto e majoritário.

O argumento se sustenta no pragmatismo eleitoral: com o apoio da máquina estadual e de Daniel Vilela, o deputado teria reais chances de vitória, alinhando-se, inclusive, à estratégia nacional de Bolsonaro.

Wilder insiste com seu projeto

O senador Wilder Morais, por sua vez, apostou no discurso da autonomia partidária, alegando que retirar sua pré-candidatura dificultaria a construção de palanque para Flávio Bolsonaro em Goiás, já que Caiado também se apresenta como presidenciável.

A ponderação, no entanto, foi relativizada pelo próprio governador, ao lembrar que o eleitorado goiano representa apenas cerca de 3% do total nacional — peso insuficiente para inviabilizar qualquer projeto presidencial.

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