De acordo com documentos enviados à CPI do Crime Organizado, o ex-governador de Goiás e pré-candidato ao governo, Marconi Perillo (PSDB), teria recebido R$ 14,5 milhões em repasses do Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro — investigado por suspeitas de corrupção e outros crimes. Os valores teriam sido pagos à empresa MV Projetos e Consultoria, de propriedade do tucano. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo e repercutida pelo Jornal O Popular.
O próprio Marconi confirmou, em nota, que recebeu os recursos entre 2022 e 2025. Segundo ele, os serviços foram prestados de forma lícita, no âmbito da iniciativa privada, com atuação como consultor na análise de cenários. O ex-governador também informou que o contrato com o Banco Master foi encerrado em julho de 2025.
A divulgação ocorre em um momento de organização do cenário eleitoral em Goiás, no qual Marconi busca estruturar uma candidatura minimamente competitiva ao governo. O tucano figura em segundo lugar na última pesquisa de intenção de voto, com 24,4%, atrás do governador Daniel Vilela (MDB), que soma 43,4%.
A inclusão do caso Master no debate público amplia a visibilidade sobre relações entre agentes políticos e o setor privado, tema que recebe maior atenção em períodos pré-eleitorais. Ao mesmo tempo, a menção do episódio em documentos de uma comissão parlamentar de inquérito adiciona um componente político relevante ao contexto da disputa em Goiás, inserindo o tema na agenda de discussões que cercam o processo eleitoral no Estado.
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