À Revista Veja, Ronaldo Caiado voltou a dizer, sem rodeios, que será candidato à Presidência da República nas eleições de outubro próximo. E foi além: descartou qualquer possibilidade de recuo. Amparado pelo status de governador mais bem avaliado do Brasil – 88% de aprovação, segundo pesquisa Quaest -, Caiado sustenta que sua decisão é definitiva e que o projeto presidencial está em marcha, com roteiro definido e foco na apresentação de resultados concretos ao eleitorado nacional.
Não se trata, segundo ele, de um movimento retórico, mas da convicção de quem acredita ter um modelo de gestão a oferecer ao país. Do alto da melhor administração estadual entre os governadores identificados com a direita, Caiado também tratou de afastar ruídos internos no União Brasil. Negou divergências com ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e uma das principais lideranças da legenda, afirmando que ambos estão “cem por cento sintonizados”.
A fala busca neutralizar especulações sobre disputas de espaço e sinaliza esforço de unidade, mesmo diante das conhecidas tensões que atravessam a federação União Brasil/PP. Independentemente dessas dificuldades estruturais, o governador goiano garante que sua pré-candidatura segue com a mesma programação: percorrer o Brasil, dialogar com setores produtivos, lideranças políticas e a sociedade civil, apresentando um projeto nacional ancorado nos indicadores positivos de Goiás.
Segurança pública, equilíbrio fiscal, investimentos e políticas sociais com gestão eficiente são apresentados como credenciais que o diferenciam no campo conservador.
O melhor nome da direita
Entre os nomes da direita que ensaiam uma corrida ao Planalto, poucos reúnem tantos predicados objetivos quanto Caiado: trajetória política longa, autoridade institucional e resultados mensuráveis. Ainda assim, a política não se move apenas pela competência administrativa.
O governador enfrenta um obstáculo estrutural relevante: governa um estado periférico do ponto de vista eleitoral, responsável por cerca de 3% do eleitorado brasileiro. Some-se a isso o dado simbólico e desafiador de que, apesar de ser apontado como o melhor governador do país por três anos consecutivos pela pesquisa Quaest, Caiado ainda é desconhecido por 50% dos brasileiros. O desafio, portanto, é transformar excelência local em viabilidade nacional.