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Política

Lissauer e o radicalismo que não combina com a própria biografia

Para governistas, a metamorfose ideológica, agora travestida de zelo doutrinário, de Lissauer revela mais oportunismo do que convicção. “Ele se posiciona igual folha de bananeira: ao sabor do vento”, resumiu Lucas do Vale, numa definição que encontra eco entre políticos de diferentes campos

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Lissauer Vieira, ex-presidente da Alego, já foi filiado à Rede Sustentabilidade e ao PSB, partidos ligados à ideologia de esquerda

O deputado estadual Lucas do Vale (MDB) reagiu à entrevista do ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Lissauer Vieira (foto), à coluna Giro, de O Popular, e expôs, sem filtros, uma contradição que já se tornou marca registrada da trajetória política recente do ex-presidente da Alego.

Hoje filiado ao PL, Lissauer acena com apoio à pré-candidatura de Wilder Morais ao Palácio das Esmeraldas e tenta justificar a escolha atacando Daniel Vilela (MDB), pré-candidato da base governista, sob o argumento de que ele “nunca esteve ao lado da direita”. De acordo com o correligionário de Daniel, o discurso, no entanto, não resiste a uma análise minimamente atenta dos fatos.

O emedebsita avalia que, ao misturar radicalismo ideológico com o amplo espectro político que compõe a democracia brasileira, Lissauer incorre em equívocos conceituais e entrega um evidente atestado de hipocrisia. A crítica a Daniel Vilela por suposta falta de alinhamento à direita soa vazia quando parte de alguém cuja própria biografia política é marcada por sucessivas guinadas, dizem governistas.

Lucas do Vale, na mesma coluna Giro, foi direto ao ponto ao sugerir que o ex-presidente da Alego sofre de “dor de cotovelo” e de uma curiosa amnésia seletiva. E os fatos sustentam a ironia: Lissauer passou cerca de oito anos orbitando a esquerda, foi candidato a prefeito de Rio Verde pelo PSB, com vice do PT, e foi filiado à Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, entre 2015 e 2016.

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