A nova rodada da Paraná Pesquisas reforça um cenário que vem se consolidando ao longo dos últimos meses: o governador Daniel Vilela (MDB), pré-candidato à reeleição, lidera com folga a disputa pelo governo de Goiás e caminha para transformar o pleito de outubro em um verdadeiro referendo sobre sua gestão. Com 43,4% das intenções de voto no principal cenário, contra 24,4% de Marconi Perillo (PSDB), 11,5% de Wilder Morais (PL) e 9,2% de Adriana Accorsi (PT), o emedebista não apenas ocupa a dianteira, mas amplia a distância em relação aos adversários.
O dado mais eloquente, no entanto, aparece na simulação sem Marconi: Daniel alcança 54% e liquidaria a eleição ainda no primeiro turno, evidenciando o caráter plebiscitário da disputa — em que o eleitor é chamado a validar ou rejeitar um modelo de gestão já em curso.
Esse desempenho não se explica apenas por números frios, mas por uma narrativa política que se mostra eficaz: Daniel Vilela está ancorado na continuidade de um governo bem avaliado, herdando e, ao mesmo tempo, atualizando a marca administrativa construída nos últimos anos. Ao se apresentar como a extensão de um ciclo de estabilidade fiscal, avanços na segurança pública e investimentos estruturantes, o governador transforma a eleição em uma escolha entre seguir avançando ou retroceder. Nesse contexto, a oposição enfrenta dificuldades evidentes para construir um discurso competitivo, sobretudo porque ainda não conseguiu deslocar o eixo do debate da avaliação do governo para uma agenda alternativa convincente.
Do outro lado, os principais adversários parecem encontrar limites claros. Marconi Perillo dá sinais de ter atingido um teto eleitoral, repetindo percentuais já observados em levantamentos anteriores e carregando o peso de ser o mais rejeitado, com 37,3% afirmando que não votariam nele de forma alguma. Wilder Morais, por sua vez, permanece estacionado em terceiro lugar, sem apresentar sinais de crescimento, em meio ao esvaziamento político de sua pré-candidatura — agravado pelo distanciamento de Gustavo Gayer, principal nome do PL no Estado, que tem priorizado um projeto próprio ao Senado.
Com baixa rejeição (11,7%) e liderança consolidada, Daniel Vilela não apenas dispara na corrida eleitoral, mas se beneficia de um cenário adversário fragmentado e sem capacidade, até aqui, de romper a lógica plebiscitária que favorece sua reeleição.
A Paraná Pesquisas entrevistou 1.310 pessoas em 60 municípios de 1º a 3 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número GO-09885/2026. Custou R$ 45.000 e foi pago por Opção Notícias.