As declarações irônicas do presidente da Câmara Municipal de Goiânia, vereador Romário Policarpo (PRD), captadas pelo jornal O Popular após reunião dos vereadores com o prefeito Sandro Mabel (União Brasil), na última quarta-feira (2), deixam claro que a tão esperada pacificação entre Paço e Legislativo ainda é uma promessa distante.
Ao insinuar que os vereadores atuaram como “atores” na tentativa de normalizar o ambiente político, Policarpo expôs que, nos bastidores, a insatisfação persiste – e, mais que isso, pode estar se agravando. A leitura desse episódio não deixa dúvidas: há um abismo entre o discurso público de alinhamento e o descontentamento real dos parlamentares com a condução política e administrativa de Mabel.
Nos primeiros seis meses de gestão, o prefeito tem enfrentado resistência dentro da própria base, agravada pela atuação de integrantes do primeiro escalão, que acumulam críticas por falta de diálogo e postura autoritária.
O próprio Romário Policarpo tem direcionado críticas incisivas ao secretário de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu, a quem acusa de perseguir servidores efetivos ligados a seu grupo político. Segundo o vereador, o secretário tenta transferir aos parlamentares a responsabilidade por falhas administrativas da pasta, o que só aprofunda a crise de confiança entre os poderes.