Caros brasileiros, vivemos um momento em que a história nos concede o privilégio — e a responsabilidade — de decidir como seremos lembrados daqui a 40, 50 ou 100 anos. E a história nunca privilegiou os covardes. Não será uma história sobre o PT ou simplesmente sobre o presidente Lula, mas sobre como o povo da maior democracia da América Latina se comportou quando chamado a decidir seu destino. Dirá se fomos sábios para compreender que a liberdade e a democracia são conquistas inalienáveis ou se permitimos que o ódio a um partido nos conduzisse novamente à barbárie.
Em 1964, embalados pelo discurso de Deus, pátria e família, setores da sociedade apoiaram o golpe militar que mergulhou o Brasil em 21 anos de escuridão. A ditadura ceifou vidas, destruiu famílias, encerrou sonhos e assassinou esperanças. Agora, em 2026, o mesmo discurso ressurge para seduzir milhões de brasileiros. Flávio Bolsonaro, herdeiro político de Jair Bolsonaro, condenado pela trama golpista, representa um projeto cujo compromisso com a democracia merece profundo questionamento. O risco é que o autoritarismo retorne disfarçado de legalidade, corroendo instituições e direitos por dentro. A democracia também pode morrer pelas mãos daqueles que chegam ao poder pelo voto.
No próximo domingo, não estaremos apenas escolhendo um presidente. Estaremos decidindo que país entregaremos aos filhos dos filhos dos nossos filhos. O ódio ao PT e a Lula não pode servir de álibi para destruir instituições, relativizar direitos ou ameaçar liberdades. Nenhuma antipatia partidária justifica o sacrifício da democracia. O autoritarismo raramente anuncia suas intenções: costuma chegar prometendo ordem, moralidade e salvação nacional. A Itália fascista e a Alemanha nazista deixaram lições que jamais deveriam ser esquecidas.
O mais assustador não é apenas a existência de líderes autoritários, mas a disposição de cidadãos comuns de lhes entregar o poder. Antes de votar, pergunte-se: que história desejo deixar aos meus descendentes? A de uma geração que, movida pelo ódio, abriu mão da liberdade ou a de um povo que teve grandeza para defendê-la? Não poderemos alegar desconhecimento dos riscos. A história julgará governantes, mas também aqueles que os escolheram. A história não absolve os covardes. O futuro não perdoa a omissão. E a responsabilidade está em nossas mãos. Você decide! Derrotar o bolsonarismo é, antes de tudo, garantir o nosso sagrado direito de continuarmos divergindo.
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