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Política

Deputado deixa o PL e reforça projeto de Daniel Vilela para 2026 em Goiás

Saída de Daniel Agrobom do PL para apoiar Daniel Vilela expõe o esvaziamento do partido liberal em Goiás. Movimento enfraquece o projeto de Wilder Morais e reforça a base governista na disputa de 2026

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Deputado Daniel Agrobom deixa o PL goiano e abraça projeto de Daniel Vilela em Goiás

A decisão do deputado federal Daniel Agrobom de deixar o Partido Liberal para declarar apoio à pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás expõe mais um capítulo do esvaziamento político da legenda do senador Wilder Morais no estado. A saída do parlamentar ocorre na vigência da janela partidária e repete ex-correligionários, que já fizeram o mesmo caminho. Nos últimos dias, pelo menos dois prefeitos deixaram o PL para abraçar o projeto de Daniel Vilela.

O anúncio de Agrobom foi feito após reunião com a presença do governador Ronaldo Caiado e de lideranças municipais, entre elas os prefeitos Dione Araújo, de Itumbiara, e Daniel Junior, de Bom Jesus de Goiás — este último, filho do deputado e ainda filiado ao PL, mas também alinhado ao projeto político encabeçado por Daniel Vilela. A adesão conjunta reforça a movimentação de quadros locais que, mesmo formalmente vinculados à sigla liberal, já demonstram preferência pelo grupo governista que comanda o estado desde 2019.

Assim como o deputado estadual Paulo Cezar Martins, que também anunciou sua saída do PL para se filiar ao MDB, Agrobom deve disputar a reeleição por um dos partidos da base governista, ainda não definido. O gesto tem peso simbólico: trata-se de mais um quadro do PL que abandona o projeto liderado por Wilder Morais.

Mais do que um simples gesto individual, a decisão de Daniel Agrobom revela as fissuras internas do PL goiano e evidencia as dificuldades do partido em manter sua base unificada em torno do projeto eleitoral defendido por Wilder. Ao migrar para a órbita do governo e declarar apoio ao sucessor natural de Caiado, o deputado sinaliza que o pragmatismo político e a percepção de força do grupo governista pesam mais do que a permanência em uma legenda que, aos poucos, perde musculatura e protagonismo no cenário estadual.

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