A expectativa em torno do evento com o pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, previsto para o dia 23 de maio, em Goiânia, é vista como simbólica pelos liberais bolsonaristas goianos. Mais do que um ato político, será um teste de unidade.
Para o deputado Gustavo Gayer, pré-candidato ao Senado, sobretudo, o tempo de calcular prejuízos começa a dar lugar à necessidade de escolher caminhos — e, talvez, corrigir rotas antes que o desgaste se torne irreversível. De olho nas pesquisas de intenção de voto, que apontam uma disputa acirrada pela segunda vaga à Câmara Alta, Gayer vê sua pré-candidatura entrando em uma fase delicada, marcada menos por afirmações políticas e mais por dúvidas estratégicas.
Nos bastidores, o parlamentar ainda tenta mensurar, com precisão, o tamanho do impacto causado pela insistência do senador Wilder Morais em manter sua pré-candidatura ao governo de Goiás. O movimento, que contrariou a ala do partido favorável à composição com a base governista, alterou o tabuleiro eleitoral e impôs a Gayer um cenário mais competitivo — e menos previsível — do que aquele inicialmente desenhado.
Gayer apostou até o limite em uma aliança com o grupo liderado por Daniel Vilela (MDB) e Ronaldo Caiado (PSD), vislumbrando uma vaga na chapa majoritária ao Senado ao lado de Gracinha Caiado (União). A estratégia tinha lógica: inserir seu nome em um palanque competitivo, com alta capilaridade e respaldo administrativo.
No entanto, a decisão de Wilder de manter candidatura própria ao governo não apenas inviabilizou essa construção, como empurrou o deputado para uma disputa direta com nomes consolidados. As pesquisas mais recentes escancaram essa dificuldade: Gayer aparece tecnicamente empatado — e, em alguns cenários, atrás — do senador Vanderlan Cardoso, um dos pré-candidatos da base governista, evidenciando o custo político da fragmentação.
Diante desse quadro, o dilema que se impõe ao PL goiano é claro: insistir no racha ou buscar recomposição. Internamente, o desconforto é visível, e cresce a pressão para que Gayer e Wilder superem divergências em nome de um projeto eleitoral minimamente competitivo.
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