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Política

Daniel confronta passado tucano e questiona autoridade de Marconi na segurança

Ao contrário da sensação de segurança experimentada hoje pelos goianos, Goiás viveu um período de extrema insegurança, ocupando os primeiros lugares no ranking de estados mais violentos do país

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Daniel Vilela defende legado da segurança pública deixado pelo governo Caiado

A reação do governador Daniel Vilela (MDB) ao tomar conhecimento de críticas do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), durante entrevista à Rádio Sucesso nesta quarta-feira (29), evidencia não apenas o acirramento do debate pré-eleitoral, mas também que o atual governo não abre mão de defender o legado da gestão Caiado e de um dos temas mais sensíveis ao eleitorado: a segurança pública.

Ao subir o tom, Daniel não se limitou a rebater pontualmente as declarações atribuídas ao tucano — foi além, questionando a própria legitimidade de Marconi para tratar do assunto. O ponto central da crítica do atual governador repousa sobre um contraste histórico. Daniel evocou dados e memórias de gestões passadas para sustentar que, sob o comando do PSDB, Goiás convivia com índices alarmantes de criminalidade, como o registro de mais de 11 mil veículos roubados por ano e taxa de homicídios superior a 40 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes.

Ao trazer à tona episódios como a criação do chamado “policial de 3ª classe”, uma subclasse de soldados PM que ganhavam cerca de um salário mínimo — símbolo, segundo ele, do desprestígio institucional à corporação —, o emedebista busca consolidar a ideia de que houve não apenas falhas operacionais, mas uma política estrutural equivocada na área.

O resgate dos fracassos das gestões tucanas não é casual. Daniel se conecta diretamente à estratégia de vincular sua gestão à continuidade do ciclo iniciado por Ronaldo Caiado em 2019, marcado por sucessivas quedas nos índices de criminalidade.

Ao destacar o sucesso da segurança pública em Goiás, o governador constrói uma narrativa de reconstrução e avanço, em oposição ao que classifica como legado de colapso deixado pelo tucanato.

“Beleza da democracia”

Por outro lado, ao afirmar que críticas descoladas da realidade são “a beleza da democracia”, o governador Daniel Vilela também adota uma retórica que desqualifica o adversário sem abrir mão do verniz institucional.

Ainda assim, o endurecimento do discurso revela que a segurança pública tende a ser um campo de batalha central na disputa de 2026 — ainda que, paradoxalmente, seja justamente nesse terreno que o passado de Marconi Perillo se mostre mais vulnerável.

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