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Política

Crise reincidente: Câmara Municipal de Goiânia e gestão Sandro Mabel voltam a se enfrentar

Além da indignação ao tratamento dado pelo secretário de Cultura de Goiânia, Uugton Batista, aos vereadores, a tucana Aava Santiago acusa o auxiliar de Mabel de má gestão dos recursos públicos. Segundo a veereadora – embora não tenha apresentado provas -, Batista paga cachês acima da média para artistas amigos

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Secretário de Cultura de Goiânia, Uugton Batista está em pé-de-guerra com vereadores

O clima entre a Câmara Municipal de Goiânia e a gestão do prefeito Sandro Mabel (União Brasil) volta a se deteriorar, agora em razão de uma fala do secretário municipal de Cultura, Uugton Batista (foto), considerada ofensiva pelos vereadores.

Durante uma sessão especial realizada na própria Câmara, no dia 30 de maio, Uugton declarou publicamente que “existe muita gente imbecil”, referindo-se, inclusive, a membros da Casa. O episódio, embora abafado inicialmente, veio à tona nesta quarta-feira (25), quando a vereadora Aava Santiago (PSDB) apresentou requerimento formal cobrando explicações do secretário.

A atitude da tucana motivou manifestações de apoio e indignação de outros vereadores, como Coronel Urzêda (PL) e Heyller Leão (PP), que também exigiram uma retratação pública. O incidente lança mais lenha na fogueira de uma relação já desgastada entre o Executivo municipal e o Legislativo.

A gestão de Mabel tem enfrentado dificuldades para conter a insatisfação de parlamentares, que se queixam do tratamento desrespeitoso e da falta de diálogo por parte de integrantes do alto escalão da Prefeitura. Recentemente, foi a secretária de Educação, Giselle Pereira, quem teve que ir pessoalmente à Câmara para apaziguar os ânimos, após críticas contundentes de vereadores quanto à sua postura.

Articulação política frágil

O episódio envolvendo Uugton Batista abre mais uma fissura na já combalida relação entre o Paço e a Câmara Municipal e revela, mais uma vez, a frágil articulação política da gestão Mabel, frente a um legislativo que já mostrou disposição em testar a força do prefeito da capital. Sob o pretexto do respeito, a Câmara reafirma seu recado ao Paço: o legislativo municipal quer o protagonismo nas decisões que envolvem a cidade de Goiânia.

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