A mais recente rodada do Instituto Genial/Quaest consolida um cenário de vantagem confortável para o governador Daniel Vilela (MDB) na disputa pela reeleição em Goiás. Com 33% das intenções de voto, ele aparece 12 pontos à frente do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que soma 21%. Na sequência, figuram Adriana Accorsi (PT), com 10% — embora declare não ser candidata — e o senador Wilder Morais (PL), com 9%. Em relação ao primeiro levantamento Quaest, realizado em agosto do ano passado, Daniel cresceu 7% e Marconi caiu 1%, apontando que o tucano pode ter alcançado o teto.
O estudo mostrou, também, que eleitores indecisos somam 15% e não sabem ou não responderam, 12%. A pesquisa ouviu 1.104 eleitores entre os dias 24 e 28 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Nos cenários de segundo turno, o favoritismo de Daniel Vilela se amplia de forma expressiva. Contra Marconi Perillo, o atual governador alcança 46% das intenções de voto, contra 27% do tucano — uma diferença de 19 pontos. Já diante de Wilder Morais, a distância é ainda maior: 51% a 21%.
Esse desempenho é reforçado pelos índices de rejeição, nos quais Marconi lidera com folga negativa: 50% dos entrevistados afirmam não votar nele “de jeito nenhum”. Adriana Accorsi aparece com 26% de rejeição, enquanto Daniel tem 19% e Wilder, 18%. O cruzamento desses dados sugere que, além de liderar em intenção de voto, o governador também se beneficia de um cenário em que seus principais adversários enfrentam maior resistência do eleitorado.
Há ainda um componente estrutural que ajuda a explicar a vantagem de Daniel Vilela: a associação direta com o legado do ex-governador Ronaldo Caiado. Segundo o levantamento, Caiado deixou o governo com aprovação de 84%, e 71% dos eleitores consideram que ele merece fazer o sucessor.
Com apenas 30 dias no cargo, Daniel intensificou agendas de entregas e reforçou o discurso de continuidade administrativa, ancorado na percepção de estabilidade e resultados da gestão anterior. Nesse contexto, a liderança nas pesquisas não se apresenta como um fenômeno isolado, mas como reflexo de uma estratégia política que combina herança administrativa bem avaliada, baixa rejeição e fragmentação da oposição.
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