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Política

Daniel reivindica a escola de Iris e reafirma legado do MDB

O governador resgata a história do MDB e reafirma Iris Rezende como referência política diante das disputas pela memória do maior líder emedebista

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Daniel Vilela em sabatina na CBN Goiânia

A defesa enfática que Daniel Vilela (MDB) faz do legado de Iris Rezende vai além de uma homenagem ao maior líder da história do MDB goiano. Ao se declarar político formado na escola de Iris e afirmar que não abrirá mão dessa herança, o governador e pré-candidato à reeleição recoloca no debate eleitoral um capítulo essencial da própria construção política de Goiás.

“Não abro mão de forma alguma. Aprendi muito com ele, com a sabedoria, com a inteligência, com o comportamento político que ele sempre teve, de muita civilidade”, afirmou Daniel. E foi além: “Vou honrar o legado do meu partido”.

A declaração joga luz sobre uma realidade muitas vezes negligenciada até por analistas: é impossível separar a trajetória de Iris da história do MDB em Goiás — e ambas da própria evolução política do Estado nas últimas décadas. Como resumiu Daniel, “não há ninguém aqui em Goiás, que, quando ouve falar do MDB, não se lembra de Iris Rezende”.

Esse resgate ganha contornos ainda mais relevantes quando a memória do ex-governador, morto em 2021, passa a ser reivindicada ou reinterpretada por diferentes campos políticos. Iris teve seus direitos políticos cassados durante a ditadura militar e permaneceu dez anos afastado da vida pública. Sua trajetória posterior tornou-se indissociável da redemocratização do país e da consolidação do MDB em Goiás.

Daniel, porém, sinaliza que não pretende transformar essa herança em uma disputa permanente com adversários. Prefere reivindicá-la como elemento de sua própria formação. É também uma maneira de reafirmar identidade: diante das tentativas de recontar a história conforme as conveniências eleitorais do presente, o governador deixa claro de qual tradição política veio e qual legado pretende carregar para a campanha.

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