O senador Wilder Morais (PL) desmentiu publicamente Marconi Perillo (PSDB) e expôs uma contradição incômoda para o tucano na corrida ao Palácio das Esmeraldas. Marconi havia afirmado, em entrevista à Rádio Difusora Goiânia, que conversara com Wilder e que os dois teriam firmado um compromisso de apoio recíproco no segundo turno contra o governador Daniel Vilela (MDB).
Wilder, porém, negou categoricamente qualquer acordo. Mais do que uma divergência de versões, o episódio coloca sob suspeita a palavra de Marconi: se o suposto parceiro nega que o compromisso tenha existido, a declaração do tucano passa a assumir contornos de uma mentira eleitoral destinada a projetar uma aliança que, segundo Wilder, jamais foi acertada.
A negativa ganha ainda mais peso pelo histórico recente. Wilder, que aparece em terceiro lugar nas principais pesquisas, com cerca de 13% das intenções de voto, já recorreu à Justiça contra publicações que sugeriam aproximação política com Marconi, alegando prejuízo à sua honra e reputação. Ou seja: além de negar o acordo anunciado pelo tucano, o candidato do PL já demonstrou considerar politicamente danosa qualquer associação com o ex-governador.
Ao insistir na existência de um entendimento que Wilder rejeita publicamente, Marconi não apenas fica isolado em sua própria versão como vê sua credibilidade atingida em plena campanha. Nesse confronto de narrativas, há um dado objetivo: Marconi disse que havia acordo; Wilder afirma que não. Se não houve compromisso, Marconi mentiu.
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