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Política

Revés em debate leva aliados a sugerirem que Marconi Perillo evite confronto com Ronaldo Caiado

De acordo com os bastidores da política goiana, tucanos teriam sugerido ao ex-governador que mude a estratégia de pregar o confronto direto com o atual governador e foque na reafirmação das supostas conquistas dos seus governos. Noutro ponto, Perillo teria sido orientado a deixar que o ex-correligionário José Eliton, pré-candidato ao governo de Goiás pelo PSB, assuma o ônus dos alegados maus resultados de 2018

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Depois da repercussão negativa do debate com o ex-secretário de Segurança Pública de Goiás Rodney Miranda (Republicanos), ocorrido na semana passada na Rádio Sucesso Fm, em Goiânia, aliados do ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) teriam orientado o tucano a evitar o confronto direto com o governador Ronaldo Caiado, como tem sido frequentemente reivindicado pelo próprio Perillo em suas aparições públicas, num desafio para que ambos debatam as realizações dos respectivos governos. Para os peessedebistas, os números de 2018 e os inegáveis avanços da gestão Caiado podem dificultar o debate, gerando ainda mais desgaste para o tucano. “Até funciona como retórica, mas num debate, de réplica e tréplica, o resultado pode ser ruim”, disse um aliado.

Durante entrevista à Rádio Sucesso FM, em Goiânia, na manhã da última quarta-feira (20/04), Marconi Perillo foi confrontado com os números da Segurança Pública da atual gestão e acabou se irritando ao vivo. Na bancada do programa, o ex-secretário de Segurança Pública de Goiás Rodney Miranda comparou os números da gestão de Perillo e de Ronaldo Caiado, o que foi suficiente para que o tucano passasse a atacar a pessoa do ex-secretário, levando nova investida, dessa vez para abrir sua evolução patrimonial.

Diante do destempero do tucano após o desafio do ex-secretário, o núcleo de campanha de Perillo, segundo informações obtidas pelo blog, entende que não é prudente que o político se submeta a situações que possam demonstrar falta de argumentos ou irritação com certas provocações. Para esses aliados, Marconi, que ainda não se decidiu para qual cargo vai concorrer nas próximas eleições, deve focar em argumentos positivos das suas próprias gestões, sobre as quais tem pleno domínio.

Noutro ponto, a sugestão dos mais próximos é que Marconi Perillo transfira para seu ex-companheiro de partido José Eliton, hoje pré-candidato ao governo de Goiás pelo PSB, o ônus pelos maus resultados das contas de governo de 2018, que teriam, inclusive, sido rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado por uma infinidade de inconsistências, como restos a pagar sem provisão de caixa e folhas de pagamentos em aberto ao final do exercício. A alegação, dizem, é que Marconi deixou o governo em março daquele ano com as contas equilibradas, fato, no entanto, que é contestado pela área técnica do TCE-GO.

Essa ala do PSDB entende que é inútil brigar com números e com a realidade que é percebida pela população e citam o próprio tema do debate que acendeu a luz amarela no QG tucano: a segurança pública. Os últimos levantamentos mostram uma drástica queda nos números da violência em Goiás, principalmente no que diz respeito aos crimes contra o patrimônio e nos índices de homicídios dolosos.

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