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Política

Caiado defende que Darrot retome agenda política e nega que tenha consultado Wilder Morais

Segundo o governador, que também é presidente do União Brasil em Goiás, o ex-prefeito de Trindade tem todo direito de retomar as movimentações para se consolidar o candidato da base governista em Goiânia, e disse que é preciso evitar pré-julgamentos

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Caiado disse que não há pressa para escolha do nome da base à prefeitura de Goiânia

O governador Ronaldo Caiado, que também é presidente do União Brasil em Goiás, disse, em entrevista ao jornal O Popular na última sexta-feira (23), que o ex-prefeito de Trindade Jânio Darrot, hoje no MDB, tem todo direito de retomar as movimentações com vistas a se consolidar como o candidato da base governista para a prefeitura de Goiânia nas próximas eleições.

Caiado reforçou que não é honesto fazer pré-julgamentos, se referindo às investigações da Polícia Civil sobre um suposto caso de fraude ocorrido na prefeitura de Trindade no ano de 2013, durante o primeiro mandato de Darrot como prefeito do município. A operação foi deflagrada logo após o nome de Jânio aparecer como possível pré-candidato a prefeito de Goiânia.

“Acho que tudo bem, ele [Jânio Darrot] tem toda razão. Afinal de contas é um direito dele. O que eu nunca aceitei na minha vida é que máquinas e estruturas usem as informações como tiro político. É inaceitável, certo? Então, quer dizer, algo que acontece em 2013, isso aí, jabuti não sobe em árvore, está certo?”, disse.

Reconhecido como líder inconteste que vai comandar o processo de escolha do candidato governista a prefeito de Goiânia, Ronaldo Caiado não adiantou quem, entre os nomes da base já mencionados, efetivamente terá o apoio para disputar o Paço nas próximas eleições, mas ressaltou que nenhum juízo de valor pode ser antecipado em relação a Jânio Darrot.

“Esse é um fato em que ele vai se explicando, tá certo? O que nós não podemos de maneira nenhuma admitir é situações que às vezes precisam de ficar bem definidas de que maneira estão acontecendo. Porque é uma situação dentro da prefeitura, então que não se faça pré-julgamento das coisas e que a gente possa esclarecer esse fato”, disse ao jornal.

Caiado também aproveitou para refutar informações de que teria sondado Wilder Morais (PL) sobre a possibilidade de uma candidatura do senador em Goiânia. De acordo com o governador, enquanto presidentes de partidos que são, não seria adequado esse tipo de abordagem, principalmente quando nunca houve espaço para essas tratativas.

“Não posso fazer nenhuma colocação sobre qualquer pré-candidatura. Não existe essa possibilidade de eu fazer qualquer comentário sobre uma pessoa que nunca dirigiu a mim dizendo que tem pretensão para isso”, disse.

Jânio Darrot

O nome de Jânio Darrot como possível candidato da base governista surgiu em outubro do ano passado, logo após a empresária Ana Paula Rezende (MDB), filha do ex-prefeito de Goiânia e ex-governador de Goiás, Iris Rezende Machado, ter descartado encabeçar a chapa da base na eleição para prefeitura de Goiânia.

O ex-prefeito de Trindade foi citado pelo governador Ronaldo Caiado (UB) e pelo vice-governador, Daniel Vilela (MDB), como o perfil que o eleitorado goianiense busca. A partir do que apontou pesquisas qualitativas, Caiado e Daniel defendem que uma eventual candidatura de Darrot atenderia não só as expectativas dos moradores da capital, mas também teria forças para contrapor uma possível candidatura do senador Vanderlan Cardoso (PSD), já que ambos são empresários e foram prefeitos de cidades da região Metropolitana.

Recentemente, Jânio Darrot já havia afirmado que não iria retirar seu nome da disputa, mas deixou claro que a decisão é do governador Ronaldo Caiado. O empresário diz ter plena consciência de que a candidatura não é apenas dele. Embora afirme que não tem nada a temer quanto à investigação da PC-GO, Darrot explica que não quer que respingue qualquer desgaste à imagem do governo.

“O governador tem de ficar à vontade para definir por qualquer nome. Isso eu falei para ele desde o ano passado, quando conversou comigo pela primeira vez. Se, de repente, não viabilizasse, que ele não ficasse constrangido de optar por outro nome. Se encontrarmos outra pessoa que possa preencher esse espaço melhor do que eu, é muito tranquilo para mim. Quero que ele fique muito à vontade para tomar a decisão”, explicou.

 

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