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Política

Caiado diz que acompanha de perto possível venda da Enel Distribuição Goiás

Sucessora da antiga estatal Celg-D, vendida em 2016 no governo de Marconi Perillo, a empresa italiana concessionária do serviço de distribuição de energia elétrica em Goiás estaria em vias de ser negociada. O tema, inclusive, foi pauta de audiência do governador de Goiás com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), usou suas redes sociais para informar à população que acompanha com atenção as discussões sobre a possível venda da Enel Distribuição Goiás, notícia que circula nos meios empresariais e na imprensa do Estado. “Vamos continuar cobrando incessantemente os investimentos e melhorias no setor de energia, independente de qual empresa estiver à frente dele”, escreveu o chefe do executivo goiano.

A Enel adquiriu a Celg-D em 2016 pelo preço de R$ 2,1 bilhões. Na época, a estatal já havia sido federalizada e o Estado tinha apenas 49% de suas ações, pelas quais recebeu cerca de R$ 1 bilhão, ou pouco mais de R$ 800 milhões líquidos. Pela negociação, a empresa de distribuição de energia deveria investir algo em torno de R$ 3 bilhões na ampliação e melhoria dos serviços. No entanto, a italiana vem colecionando maus resultados no ranking das concessionárias de energia elétrica do Brasil, figurando sempre como uma das piores no ranking.

Para que o leilão da antiga Celg-D fosse realizado, o governo de Goiás teve que assumir a dívida da estatal com a Caixa, no valor de R$ 2,4 bilhões, e, para fazer frente aos contenciosos da empresa, concedeu à compradora Enel incentivos fiscais na modalidade de outorga de ICMS no valor de aproximadamente R$ 5 bilhões, válidos até 2040.

De acordo com Ronaldo Caiado, que foi um dos maiores críticos da venda da estatal, estão sendo mantidos contatos diretos com a direção da própria Enel e com o Ministério das Minas e Energia para que os interesses de Goiás sejam assegurados. O governador lembra que uma maior oferta de energia elétrica é fundamental para o crescimento do Estado.

“Os termos do contrato de concessão precisam ser seguidos, com todos os investimentos necessários. Até o momento, esse contrato jamais foi cumprido integralmente”, pontuou. Para Caiado, a venda da Celg-D foi um “verdadeiro crime” cometido contra os goianos. “Sempre denunciamos o descaso dos que nos antecederam, mas estamos focados na solução do problema”, afirmou.

 

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